segunda-feira, 4 de maio de 2026

A busca pela excelência - em homenagem ao nosso ídolo Oscar Schmidt

Meus queridos, 

estou uns dias atrasado na minha homenagem ao Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro que não está mais entre nós desde o último dia 17 de abril. Sempre gostei muito das mensagens passadas por este cara fantástico e buscava usar essas mensagens para os meus alunos, tentando adaptar o contexto. 

Oscar tinha o apelido de Mão Santa. Ele não gostava desse apelido, preferia ser chamado de Mão Treinada (vale ver o vídeo no final do post). Mas o apelido vinha de uma eficiência impressionante, como vocês podem ver abaixo:

Na jornada rumo a uma aprovação em concursos de alta exigência, os alunos são frequentemente expostos a sentimentos e situações que lembram muito a preparação de um atleta olímpico. Vou tentar fazer uma análise escrita um pouquinho atraente sobre isso (em tempos de IA generativa e áudios em 2x, escrever um texto comum que seja atraente é um desafio e tanto...).

1. VONTADE

Tudo começa com a vontade. Um atleta profissional, especialmente aquele que chega a nível olímpico, começou sendo uma criança que QUERIA chegar lá. Aquela criança não sabia bem como fazer, não sabia o tamanho das dificuldades que viriam, mas ela tinha vontade. Não é difícil imaginar uma criança jogando futebol e imaginando ser um Messi, um Cristiano Ronaldo, ou alguém nesse nível... ela não sabe quantas dificuldades virão, as peneiras, o esforço físico, o controle da alimentação, etc.. Mas ela quer. 

Da mesma forma, quando falamos de profissão, é comum vermos uma criança falando o que quer ser quando crescer. Médico, engenheiro, militar, bombeiro, etc... Essa criança não sabe ainda o que é um vestibular, um concurso público, não sabe nem o que é uma faculdade... mas ela QUER.

2. PREPARAÇÃO

Depois do desejo, começam os preparativos. Aquela criança precisa começar a se preparar para alcançar os seus objetivos. São necessários treinamentos, inicialmente básicos, depois complexos, mas nessa fase aquela pessoa que quer chegar a um nível alto começa a aprender os movimentos (no caso do esporte) ou as ferramentas (no caso dos estudos). 

Neste momento, é comum achar que aquele desejo parecia mais simples antes. O que era uma diversão ou uma brincadeira, agora começa a se tornar mais difícil. Mais uma semelhança entre o mundo do esporte de competição e o mundo dos concursos de alta exigência.

3. DEDICAÇÃO E RESILIÊNCIA

Ao se deparar com as frustrações, uma grande parte desiste (sejam atletas, sejam concurseiros). Muitas vezes, essa desistência não é explícita. A pessoa continua dizendo para fora que está na luta, que está se preparando, mas ela mesma não acredita mais nisso. O foco já não existe mais como antes. 

Depois de um simulado, o aluno se sente destruído. Ele muitas vezes não tem vontade de fazer mais nada. Mas as tarefas estão ali, do mesmo jeito. Ele ainda tem listas e listas de exercícios para fazer, fórmulas para decorar, redações para escrever, e por aí vai... mesmo ele não aguentando mais, mesmo quando parece que ele não tem mais forças, aquelas "obrigações" estão ali. Por que obrigações entre aspas? Porque a obrigação real não existe, na maioria das vezes. Esse aluno só é obrigado porque ele mesmo se colocou aquele objetivo: ser aprovado! E isso é muito mais forte do que qualquer obrigação externa... aqui entram dedicação e resiliência. O aluno dedicado vai continuar trabalhando mesmo depois de ser atropelado em um simulado. Mesmo ele não acreditando, ele vai continuar batalhando. Mesmo quando parece que ele não tem mais lenha pra queimar, ele segue firme sem quebrar... resiliente e dedicado. 

Aqui, mais uma semelhança entre os dois mundos que estamos tratando. Para chegar a nível olímpico, os atletas precisam se dedicar muito mais do que pensamos. A gente acha às vezes que é fácil sair do nível amador ao nível profissional, mas a caminhada é muito mais longa do que podemos ver de fora. Muita gente desiste, e segue outros caminhos na vida. Mas aqueles que vemos nas Olimpíadas ou em competições de alto nível são os que seguiram dedicados e resilientes. 

4. A BUSCA PELA EXCELÊNCIA

Excelência é o grau máximo de qualidade, perfeição ou superioridade de algo, representando o que é notável. Bela definição... mas entendo ser imprescindível relembrar Aristóteles: "Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito". Se queremos ser excelentes, precisamos repetir as ações excelentes. Se não soubermos bem o que fazer, um ótimo primeiro passo é copiar alguém excelente, para aprender. E neste quesito, Oscar deixou muitos exemplos que podemos seguir: treinar, treinar, treinar. Ser obcecado por treinar, para executar bem o que se deve. 



Que o exemplo que nosso ídolo deixou ajude ainda mais alunos do que já ajudou. No pior caso, que sirva para copiarmos rumo à excelência.


A aprovação é logo ali.

Beijomeliga.